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quarta-feira, outubro 15, 2008

Obras de ‘descongestionamento’ da Raposo ainda não têm data para iniciar

Esse é o título de uma matéria publicada no CotiaTodoDia.com.br sobre o que vem sendo feito (ou não) para mitigar os problemas de congestionamento e melhor utilização da Rodovia.

Segue a minha carta enviada para a Redação do CotiaTodoDia:

O DER e o Governo estadual são rápidos em fazer anúncios, propagandas de melhoria e liberar todo tipo de empreendimento ao longo da Rodovia, entretanto, não possuem tal agilidade em tornar tanta propaganda em ações e realizações.

Por outro lado, podem criar a 4a., 5a. ou até a 7a. pista como na Marginal Pinheiros, mas de nada adianta se continuam liberando mais e mais empreendimentos de todo o tipo e tamanho às margens da Rodovia. Não se percorre 500m sem que haja uma entrada e/ou saída para um loja, posto, empresa, rua de baixo fluxo/velocidade, etc.

Rodovia com 87 baias de ônibus em 24 km (aprox. 1 baia a cada 1,8km) é algo que não se faz em nenhuma via de altíssimo fluxo e velocidade. Estes números são compatíveis com a Radial Leste, Av. Nove de Julho ou Santo Amaro. Lembrando que nesses locais a velocidade máxima é de 60km, alto adensamento populacional, e todos possuem corredores de ônibus.

segunda-feira, outubro 13, 2008

Granja Viana está desaparecendo

O título pode parecer extremamente pragmático, mas a Granja Viana está num rápido processo de auto-destruição. Claro que muito do que acontece aqui é reflexo do que passa o país e como as pessoas se respeitam e tratam seus semelhantes.

O verde foi escolhido como o bem no. 1 daqui por seus moradores, e também, é o principal atrativo de venda dos negócios imobiliários da região, entretanto, é o primeiro a ser arrasado sem que ninguém tome qualquer providência.

Muitos vierem e continuam vindo pra cá fugindo da violência e falta de segurança da capital, mas começam a ser frequentes os casos de sequestros-relâmpago, furtos, brigas, imprudência no trânsito, etc.

Muitos se orgulham em dizer aos amigos que moram na Granja Viana, que são Granjeiros, tem lindas e enormes casas, mas quando podem escolher e influenciar os próximos 4 anos de sua tão amada Granja Viana, preferem omitir-se da escolha e responsabilidade votando na Capital e deixando de lado o que teoricamente dão tanto valor.

terça-feira, junho 17, 2008

Assai Atacadista - falta de respeito e cidadania


O Assai Atacadista vem mostrando a que veio em nossa região, do ponto de vista da falta de respeito e cidadania.
Como se não bastasse destruir toda a calçada em frente a sua nova loja, e mantê-la assim por mais de 6 meses, ocupando o espaço de pedestres com terra, lama, carros e caminhões, agora é a vez de expandir a falta de respeito para tudo que está ao seu redor.

Há dois dias caminhões ocupam a Estrada do Capuava aguardando talvez a oportunidade de descarregar seus produtos no Atacadista.
Entretanto, a falta de organização e planejamento deste galpão, que parece não ter prevista o desembarque de carga em suas instalações, prejudica os moradores que utilizam a Estrada do Capuava, Estrada do Embú e refletindo também de 500 a 1000 m na Raposo Tavares, sentido interior.
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segunda-feira, junho 02, 2008

Comodismo ou descaso?

3 acidentes com caminhões no mesmo lugar em 7 dias. Na última sexta, 30, um novo acidente agora com um caminhão com tomates e novamente a rodovida interditada.

O curioso é que nenhuma autoridade se pronunciou a respeito dos constantes acidentes com caminhões no mesmo ponto da Rodo-avenida Raposo Travares.

E o que chama também muito atenção é que nem a mídia dá atenção para o que acontece na Raposo. Sai uma notinha aqui outra acolá, quando sai.

quarta-feira, maio 07, 2008

Raposo Tavares - morte cerebral


Mais um grande acidente acontece hoje na rodovia Raposo Tavares. Desta vez foram 2 caminhões, 1 caminhonete e 3 carros. A rodovia ficou interditada por cerca de 2 horas e o congestionamento chegou a mais de 5 km, afetou também o Rodoanel que por volta das 9h30 teve o acesso a Raposo fechado, e também o sentido capital pela curiosidade dos motoristas.

segunda-feira, abril 28, 2008

Condomínio Ameaça Mata Atlântica, diz MP


No jornal Metro de hoje (28/04/2008) há a reportagem sobre as irregularidades apuradas no empreendimento Chácara Europa, na Zona Sul, pelo promotor de Justiça Dr. Luis Roberto Proença. Há suspeitas de crime ambiental, não cumprimento da compensação ambiental acordada com prefeitura e governo, bem como irregularidades na obtenção de licença municipal.

Trouxe esta reportagem para demonstrar que a região da Granja Viana está seguindo pelo mesmo caminho, mas com exceções de pouquíssimas pessoas da região, não há ninguém preocupado com o futuro sustentável desta parte de Cotia. Insisto em mostrar que a Prefeitura é ausente nas questões ambientais e muitos empreendimentos imobiliários estão chegando na Granja Viana sem qualquer critério ou planejamento.

Os empreendimentos dizem valorizar o verde da região e utilizam este mote como apelo de marketing para atrair quem foge da violência, trânsito, poluição e falta de segurança de São Paulo.

No stand de vendas talvez você ainda encontre o verde nativo da região, mas tenho certeza que quando fechar o negócio e visitar seu lote / condomínio quando liberado, será tudo muito diferente.

O verde, tranquilidade e segurança para o qual você foi atraído e tanto despertou seu interesse e de sua família para um futuro melhor, será algo do passado pois estará sob cimento e asfalto.

sábado, abril 12, 2008

O último engarrafamento, por Veríssimo

O texto foi publicado em O Globo de quinta-feira (11/04) e, assim como fez Milton Jung, da rádio CBN, em seu blog, reproduzo aqui porque não há como acessar a página do jornal na internet se você não estiver cadastrado por lá:

Boa notícia é que nunca se viu tantos carros nas ruas. A má notícia é que nunca se viu tantos carros nas ruas. Carros sendo produzidos e comprados como nunca significam fábricas e fornecedores funcionando e empregando mais, mais gente com mais dinheiro ou crédito no mercado, uma classe média em expansão, uma economia em crescimento. Carros sendo produzidos e comprados como nunca significam engarrafamentos inéditos e acidentes de trânsito em níveis de massacre, sem falar no aumento da poluição do ar que respiramos e no agravamento generalizado das neuroses. É bom que muitas pessoas que não tinham condições de comprar seu carro agora tenham, é ruim que em todas as grandes cidades brasileiras hoje exista uma grande nostalgia pelas chamadas horas do rush, ou os horários de pique no trânsito, de antigamente, pois agora toda hora é hora do rush.

O que há é que, na surrada analogia de uma Bélgica dentro de uma Índia para descrever o Brasil, a Bélgica cresceu e os belgas e neobelgas têm mais carros, mas continuam obrigados a circular nas ruas e estradas da Índia. Quanto mais cresce a Bélgica, mais aparecem as precariedades da Índia. A publicidade dos carros sendo lançados prefere ignorar esta realidade e anunciar máquinas flamantes feitas para zunir por ruas e estradas de um país que não apenas não é a Índia como não é nenhuma Bélgica reconhecível, mas uma terra fantástica onde o trânsito sempre flui e os carros voam. Uma ironia que se repete diariamente: o cara chega em casa depois de algumas horas preso num engarrafamento de qualquer grande cidade brasileira, liga a televisão e, entre notícias de terríveis acidentes com morte em estradas inadequadas por excesso de velocidade, só vê propagandas de carros vendendo a grande aventura da velocidade. E da potência sem impedimentos, muito menos de carros na frente e dos lados.

Como fica cada vez mais improvável que conheceremos essa terra de sonho, resta esperar que a indústria automobilística se prepare para o engarrafamento final que vem aí, quando o trânsito se tornará, literalmente, impossível. Esqueçam velocidade e potência. Interiores com beliches, quitinete e mesas para carteado, para passar o tempo. Rojões de sinalização, para pedir o resgate por helicóptero. Sei lá.

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