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quarta-feira, setembro 03, 2008

Você é bom em 'TOMAR DECISÕES'? Pense antes de votar

Você é bom em 'TOMAR DECISÕES'?
Um grupo de crianças brinca próximo a duas vias férreas. Uma das vias ainda está em uso e a outra está desativada. Apenas uma criança brinca na via desativada, enquanto que as outras, na via em operação. O trem está vindo e você está exatamente sobre aquele equipamento que pode mudar o trem de uma linha para outra.
Você pode fazer o trem mudar seu curso para a pista desativada e salvar a vida da maioria das crianças. Entretanto, isto significa que a solitária criança que brinca na via desativada será sacrificada.
Você deixaria o trem seguir seu caminho? O que você faria?
RESPOSTA:
A maioria das pessoas escolherá desviar o trem e sacrificar só uma criança. Você pode ter pensado da mesma forma, eu penso.
Exatamente, salvar a vida da maioria das crianças à custa de uma só criança é a decisão mais racional que a maioria das pessoas tomaria, moralmente e emotivamente. Mas, você pensou que a criança que escolheu brincar na via desativada foi a única que tomou a decisão correta de brincar num lugar seguro?
Não obstante, ela tem que ser sacrificada por causa de seus amigos ignorantes que escolheram brincar onde estava o perigo.
Este tipo de dilema acontece ao nosso redor todos os dias. No escritório, na comunidade, na política... E especialmente numa sociedade democrática, a minoria freqüentemente é sacrificada pelo interesse da maioria, não importa quão tola ou ignorante a maioria seja e nem a visão de futuro e o conhecimento da minoria.
Além do mais, se a via tinha sido desativada, provavelmente não era segura. Se você desviou o trem para a outra via, colocou em risco a vida de todos os passageiros. E em sua tentativa de salvar algumas crianças sacrificando apenas uma, você pode acabar sacrificando centenas de pessoas.

Se estamos com nossas vidas cheias de fortes decisões que precisam ser tomadas, nós não podemos esquecer que decisões apressadas nem sempre levam ao lugar certo.
Lembre-se de que o que é correto nem sempre é popular... e o que é popular nem sempre é correto. E que todo o mundo comete erros; foi por isso que inventaram a borracha e o apagador.
'De tanto ver as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra; de tanto ver crescer a injustiça; de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter a vergonha de ser honesto' (Rui Barbosa)
Recebi este texto por um colega, mas não havia a indicação do autor. Meus sinceros agradecimentos ao real autor desta obra, e se enviar seu e-mail, posso identificar o texto imediatamente. Obrigado!

terça-feira, junho 17, 2008

Assai Atacadista - falta de respeito e cidadania


O Assai Atacadista vem mostrando a que veio em nossa região, do ponto de vista da falta de respeito e cidadania.
Como se não bastasse destruir toda a calçada em frente a sua nova loja, e mantê-la assim por mais de 6 meses, ocupando o espaço de pedestres com terra, lama, carros e caminhões, agora é a vez de expandir a falta de respeito para tudo que está ao seu redor.

Há dois dias caminhões ocupam a Estrada do Capuava aguardando talvez a oportunidade de descarregar seus produtos no Atacadista.
Entretanto, a falta de organização e planejamento deste galpão, que parece não ter prevista o desembarque de carga em suas instalações, prejudica os moradores que utilizam a Estrada do Capuava, Estrada do Embú e refletindo também de 500 a 1000 m na Raposo Tavares, sentido interior.
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segunda-feira, junho 02, 2008

Comodismo ou descaso?

3 acidentes com caminhões no mesmo lugar em 7 dias. Na última sexta, 30, um novo acidente agora com um caminhão com tomates e novamente a rodovida interditada.

O curioso é que nenhuma autoridade se pronunciou a respeito dos constantes acidentes com caminhões no mesmo ponto da Rodo-avenida Raposo Travares.

E o que chama também muito atenção é que nem a mídia dá atenção para o que acontece na Raposo. Sai uma notinha aqui outra acolá, quando sai.

segunda-feira, abril 28, 2008

Condomínio Ameaça Mata Atlântica, diz MP


No jornal Metro de hoje (28/04/2008) há a reportagem sobre as irregularidades apuradas no empreendimento Chácara Europa, na Zona Sul, pelo promotor de Justiça Dr. Luis Roberto Proença. Há suspeitas de crime ambiental, não cumprimento da compensação ambiental acordada com prefeitura e governo, bem como irregularidades na obtenção de licença municipal.

Trouxe esta reportagem para demonstrar que a região da Granja Viana está seguindo pelo mesmo caminho, mas com exceções de pouquíssimas pessoas da região, não há ninguém preocupado com o futuro sustentável desta parte de Cotia. Insisto em mostrar que a Prefeitura é ausente nas questões ambientais e muitos empreendimentos imobiliários estão chegando na Granja Viana sem qualquer critério ou planejamento.

Os empreendimentos dizem valorizar o verde da região e utilizam este mote como apelo de marketing para atrair quem foge da violência, trânsito, poluição e falta de segurança de São Paulo.

No stand de vendas talvez você ainda encontre o verde nativo da região, mas tenho certeza que quando fechar o negócio e visitar seu lote / condomínio quando liberado, será tudo muito diferente.

O verde, tranquilidade e segurança para o qual você foi atraído e tanto despertou seu interesse e de sua família para um futuro melhor, será algo do passado pois estará sob cimento e asfalto.

sábado, abril 12, 2008

O último engarrafamento, por Veríssimo

O texto foi publicado em O Globo de quinta-feira (11/04) e, assim como fez Milton Jung, da rádio CBN, em seu blog, reproduzo aqui porque não há como acessar a página do jornal na internet se você não estiver cadastrado por lá:

Boa notícia é que nunca se viu tantos carros nas ruas. A má notícia é que nunca se viu tantos carros nas ruas. Carros sendo produzidos e comprados como nunca significam fábricas e fornecedores funcionando e empregando mais, mais gente com mais dinheiro ou crédito no mercado, uma classe média em expansão, uma economia em crescimento. Carros sendo produzidos e comprados como nunca significam engarrafamentos inéditos e acidentes de trânsito em níveis de massacre, sem falar no aumento da poluição do ar que respiramos e no agravamento generalizado das neuroses. É bom que muitas pessoas que não tinham condições de comprar seu carro agora tenham, é ruim que em todas as grandes cidades brasileiras hoje exista uma grande nostalgia pelas chamadas horas do rush, ou os horários de pique no trânsito, de antigamente, pois agora toda hora é hora do rush.

O que há é que, na surrada analogia de uma Bélgica dentro de uma Índia para descrever o Brasil, a Bélgica cresceu e os belgas e neobelgas têm mais carros, mas continuam obrigados a circular nas ruas e estradas da Índia. Quanto mais cresce a Bélgica, mais aparecem as precariedades da Índia. A publicidade dos carros sendo lançados prefere ignorar esta realidade e anunciar máquinas flamantes feitas para zunir por ruas e estradas de um país que não apenas não é a Índia como não é nenhuma Bélgica reconhecível, mas uma terra fantástica onde o trânsito sempre flui e os carros voam. Uma ironia que se repete diariamente: o cara chega em casa depois de algumas horas preso num engarrafamento de qualquer grande cidade brasileira, liga a televisão e, entre notícias de terríveis acidentes com morte em estradas inadequadas por excesso de velocidade, só vê propagandas de carros vendendo a grande aventura da velocidade. E da potência sem impedimentos, muito menos de carros na frente e dos lados.

Como fica cada vez mais improvável que conheceremos essa terra de sonho, resta esperar que a indústria automobilística se prepare para o engarrafamento final que vem aí, quando o trânsito se tornará, literalmente, impossível. Esqueçam velocidade e potência. Interiores com beliches, quitinete e mesas para carteado, para passar o tempo. Rojões de sinalização, para pedir o resgate por helicóptero. Sei lá.

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